Dizem
que os livros vão desaparecer. Pouco importa, desde que não morram as palavras.
Desde que não pereçam os sentimentos que as unem. Desde que não cessem as
emoções que lhes dão vida.
Podem
acabar os livros, podem esvaziar-se as estantes, desde que os corações
continuem a bater ao ritmo das frases de amor escritas no vento, nas nuvens, na
rede cibernética, nas ondas do mar, nas correntes dos rios, na areia da praia…
Mas
enquanto houver uma mão aberta para acalentar outra. Enquanto existir um olhar
que mergulha ternamente num outro. Enquanto houver uma voz ansiosa por dizer
tudo o que desejamos receber. Enquanto houver uma árvore com o sonho de ter
asas, haverá um livro que abre as suas folhas e torna feliz, a realidade de
quem pouco ou nada sabe de felicidade.
Dizem
que os livros vão desaparecer, simplesmente porque já não são livros, mas, faróis
que iluminam os caminhos insondáveis do tempo, folheado devagar, antecipando a
sensação de happy end.
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