Este
é um assunto a que regresso, regresso a ele sempre que abro o blogue, sempre
que escrevo e gravo uma mensagem, um pensamento, um olhar.
Regresso
a ele porque me questiono sobre a sua existência, sobre o seu início sem
grandes expectativas, porque não sou grande fã das coisas da web. Mas fui ficando, fui-me deixando
embalar pelas opiniões, pelos corações generosos que me fazem companhia.
Então
regresso, regresso sempre porque este blogue pretende ir muito além do mero
divertimento, ele quer ser vida, palpitante de histórias guardadas na memória.
Comovente de momentos verdadeiros de partidas que permanecem em nós. Latejante
de esperança, de sonhos, de mágoas vestidas de fantasia. Gritante de
acontecimentos silenciados no corrupio dos dias, na rotina das horas, no virar
da página que esquece sem apagar o que foi sentido, o que foi dito neste código
milenar de sinais a que chamamos letras, que dão as mãos e formam palavras, que
estendem abraços e constituem frases e que vão crescendo, até longe, tão longe
quanto quiserem ler-nos, receber-nos no olhar, aconchegar-nos com algum afecto
num recanto do peito e depois num click decidido saímos das suas vidas.
Enquanto nós, entre um suspiro e uma saudade nascente aguardamos a vossa visita
para que esta alma cibernética volte a dar asas à sua virtualidade de existir e
a conquistar um bite da vossa gentil atenção. Se vos fazemos sorrir, atingimos
o nosso objectivo, se vos fazemos pensar um pouco atingimos o nosso propósito e
se vos fazemos regressar, nem que seja por mais uma vez, então consideramos o
nosso êxito total. Porque se nos lêem, logo, existimos.