Pós-de-bem-querer para partilhar/oferecer: Pensamentos, histórias, aprendizagens.Tudo o que acontece quando se vive e se ama a vida!...
terça-feira, 15 de março de 2022
Post.it: Nunca seremos os mesmos
segunda-feira, 7 de março de 2022
Post:it. A guerra
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Post.it: Icebergue
Cada passo nessa tentativa causa dor, cansaço, angústia. Insistimos, por vezes quase desistimos, mas prosseguimos.
Temos de o vencer! Antes que ele nos derrote e nos reduza a uma insignificância existencial.
Rouba-nos o ar, a coragem, as forças para o suplantar. Mas incapazes de desistir, reerguemo-nos, está na nossa natureza reinventarmo-nos.
Pegamos as pedras mais pequenas, depois nas maiores e o problema, esse, aos poucos vai diminuindo.
A esperança ergue-nos, anima-nos, incentiva-nos e revela-nos a verdade do que ainda não tínhamos constatado, revela-nos a capacidade que temos enquanto pessoa.
São lutas particulares, são batalhas de cada dia. Mas venceremos, porque afinal, o icebergue é apenas água.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
Post.it: Contra a doença, lutar, lutar!
Nunca como agora vi e sofri o hoje, que nunca será amanhã, para muitas pessoas.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
Só para te abraçar
Leva-me a viajar,
Sem
sair do lugar.
Faz-me
acreditar,
No
meu sonhar.
Dá-me
um lugar,
Para
eu chegar.
Que
possa voar,
E
chamar de lar.
O
dia acabar,
Se
a noite chegar.
Que
tenha o luar,
Para
me aconchegar.
A
força de lutar,
Perder
e conquistar.
Talvez,
recomeçar,
Só
para te abraçar.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Desencontros
Vivo desencontrada,
Naquilo que sou,
Na longa estrada,
Por onde vou.
E o sonho me faz sonhar
Mas acordo sem acontecer.
Corro na vida sem parar,
Mas a vida acaba por
vencer.
Entre o que tenho e quero ter,
Entre o que sou e quero
ser,
A distância sempre a
crescer,
E a esperança sempre a
perder.
Quis o sol, quase me queimei,
Quis a nuvem mas ela choveu.
A flor que murchou mal a toquei,
O luar que era luz me
anoiteceu.
Podia ter sido melhor,
Fui o que deixaram ser.
Também podia ter sido pior,
Podia o dia, não me
acontecer.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
Post.it: Este tempo que somos
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Post.it: Leitor ausente
segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
Que encontre...
Que encontre…
A riqueza na
maior pobreza,
O bem no meio
de tanto mal,
A certeza na
maior dúvida,
A beleza das
coisas mais feias,
A alegria na
maior tristeza,
A companhia
no meio da solidão,
A felicidade
algures na infelicidade.
A riqueza é
muito mais que ter bens materiais,
Há sempre
algo de bom até no que está mal,
A certeza
mais certa nasce sempre da dúvida,
A beleza está
na forma de cada um a olhar,
A alegria é a
estrada de saída da tristeza,
Basta uma mão
para afastar a solidão,
A felicidade
está algures no coração.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
O nosso tempo
Não há tempo consumido,
Não há tempo a economizar.O tempo é todo vestido,
Do amanhecer ao luar.
O tempo é para viver,
O tempo é para gastar.
Algum pode-se entender,
Mas não há tempo a sobrar.
Nem o tempo mal gasto,
Em tempo de sonhar.
É um tempo com rasto,
Que fica para recordar.
O tempo é ele todo,
O que somos também.
Luz ou cais de lodo,
De todos e de ninguém.
Se eu tivesse mais tempo,
Para o sentir lento a
passar.
Correria como se fosse
vento,
Só para o tempo apanhar.
Mas o tempo é tempo certo,
Só ele sabe a sua
longevidade.
Antes que se torne um
deserto,
É tempo de o fazer de felicidade.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
Quem me dera...
Quando a tristeza nos oferece,
Uma felicidade de alegria repleta.
De quem ao pintar escreve,
Com todas as cores da dor.
Que ama só por amar,
E afogar-me na suave paixão.
Para viver do sonhar,
E acreditar como criança.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
História do Natal II
E ao mundo inteiro ela anunciou,
Nasceu o nosso Menino, o Salvador,
Que nos vai libertar de toda a dor!
Muitos para o local logo correram,
Perante Ele, reis e pastores se ajoelharam,
Que lhes ofereceu um sorriso abençoado,
Na noite fria, nas palhinhas deitado.
- Que história triste... Disse Nicolau,
Que era teimoso
como um pau.
- Mas gostei do seu final feliz, avó,
- Um Menino tão pobre que mete dó,
- E que um dia em toda a terra,
- Vai com amor vencer a guerra.
Foi com emocionado coração,
Que Nicolau com gentil compaixão,
Ali prometeu, que sempre a sorrir,
Viveria continuamente a repartir.
- Quando crescer, rico quero ser,
Para prendas a todos oferecer.
Terei um carro de renas voador,
Que vai pelo mundo a todo o vapor.
Depois à noite, chego pé-ante-pé,
E em cada casa desço pela chaminé.
Mas desde já um recado quero deixar,
Há condições para o que lhes vou dar,
Se forem todos bem comportados,
Receberão os presentes mais desejados.
A avó disse, acariciando-lhe a cabeça,
- Meu neto, que tudo isso aconteça,
- Que Jesus te cresça no coração,
- E que como Ele repartas amor e perdão.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
Post.it: História do Natal I
Há muito, muito tempo,
Numa terra cheia de lamento,
Vivia um rei que era feroz,
A todos perseguia com ódio veloz,
Um rei muito amado nasceria,
E que na data do advento,
Ele viria acabar com o tormento.
Maria e José, pais dessa criança,
Fugiram para proteger a esperança.
Ora se bem me lembro,
Era o dia 24 de Dezembro,
Era uma noite especial,
A mais bela noite de Natal,
No céu um manto estrelado,
Na terra um momento encantado,
José a pé, pelo imenso caminho,
Mas o cansaço já os vencia,
Terminaram por ali aquele dia.
Que Maria deitou o corpo cansado,
Mas as dores começaram a crescer,
O Menino parecia dizer - Quero nascer!
terça-feira, 23 de novembro de 2021
Post.it: Esquecidos
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Post.it: Renovação dos votos
Resta-nos o silêncio só interrompido por banalidades. E de repente o romance passa a ser preenchido por esse pequenos nadas, que nos alimenta a saudade de nós, como eramos dantes.
Onde nos perdemos? Talvez no reencontro desse novo nós. Curiosamente, não me magoa, esta nova situação. Acabo por a sentir tão doce, tão calma, é como se caminhasse no escuro sem receio, porque já conheço o caminho, cada sinuosidade, cada tonalidade. Os amigos dizem que nos acomodámos, mas dizem-nos como se isso fosse negativo.
Sim é verdade, o mundo perdeu as nuances vibrantes de cor, de calor, agora, vemos as coisas mais em tom pastel. O meu amigo Ferreira, homem das tiradas filosóficas repete em tom de sabedoria, “dantes perdíamos a calma, agora ganhamos a alma”.
Adormeço na mesma cama, há quantos anos? 50 anos, dizes resmungando, zangada por eu o ter esquecido. Não lembro as datas mas lembro os momentos, quando te vi pela primeira vez, de vestido amarelo dançando ao vento, lembro-me que sorriste e, a partir desse momento já não te ouvi, perdido que estava na tua visão.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
Post.it: Ver novas todas as coisas
Quantas vezes olhámos para algo de uma maneira, mas que num outro momento nos pareceu diferente, nos transmitiu sensações distintas.
Quantas vezes lemos um livro que nos marcou, mas que quando o voltamos ler, anos depois, já nos deixa uma marca diferente.
Talvez, porque não foi o livro que mudou, mas nós, que crescemos, que amadurecemos, que nos deixamos moldar pelas experiências da vida. Quando nos pedem que vejamos coisas novas, na que para nós já não trazem novidade.
Pedem-nos que não tenhamos o mesmo olhar, que não sejamos a mesma pessoa de antes, mas a pessoa de agora. Uma pessoa nova, capaz de ter um novo olhar e dessa forma permitir que haja uma nova descoberta. Uma descoberta que signifique, encontro, surpresa, renovamento.
“Ver novas todas as coisas em Cristo” (Papa Francisco), pede-nos uma nova abertura, um novo sentir, uma nova visão liberta de quem fomos.
Seja-mos novos nessa conversão, deixemo-nos tocar, renovar. Olhar o outro com todas as categorias do novo eu.
O outro já lá estava ontem, nos dias anteriores, mas o eu só agora o viu, só agora foi tocado por ele e o recebemos em nós.
O novo será sempre a minha conversão no outro que me torna um novo eu.
sexta-feira, 29 de outubro de 2021
O meu último poema

Que só o coração sentisse.
Mas que dissesse tanto,
Que ganhasse asas,
E pousasse no teu recanto.
Da mais triste tristeza.
Cheio de luz do dia,
Na escuridão da natureza.
Memória que parte mas fica,
Uma brisa de sentimento,
Que em silêncio nos grita.
Um caminho de tranquilidade.
A sensação de magia,
Num segundo de felicidade.
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Post.it: Os livros são casas
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Post-it: Travessa da Espera
Que o dia amanheça e traga consigo a realização de planos, de sonhos, de momentos bons.
Espera-se pelos transportes públicos apinhados de gente que vai para o trabalho, são quase sempre os mesmos e já se cumprimentam, já guardam o lugar para que o companheiro de viagem descanse um pouco as pernas já cansadas, não desse dia, mas de todos os anteriores.
Espera-se pelo pequeno-almoço fumegante que lhe aqueça o corpo e com um pouco de sorte, lhe anime a alma.
Espera-se por um trabalho que nos incentive, que nos alegre, que nos faça sentir que fazemos a diferença, que contribuímos para um mundo melhor.
Espera-se que a escola dos filhos lhes ensine mais do que matemática e português, que os ensine a crescer com vontade de serem bons cidadãos. Que lhes dê ferramentas para que a engrenagem de crescer lhes seja favorável no seu rumo ao futuro.
Espera-se a tarde como um sino da igreja que marca o final de um dia de labuta contra o relógio que corre e as tarefas que vão num crescendo marcando o ritmo da corrida. Há dia em que saímos vencedores, há dias em que saímos derrotados e deixamos algumas delas para o dia seguinte.
Espera-se a noite, depois de beijar os filhos, de dobrar a roupa, de arrumar a loiça, de desligar o televisor, de programar o despertador, de aconchegar o cão, de pendurar a roupa para vestir amanhã, de deixar os chinelos no chão e o corpo abandonado na cama.
Espera-se o descanso, o sono, o sonho. Espera-se a esperança de um melhor amanhecer em cada novo dia.
Na Travessa da espera, tal como noutras travessas, becos, ruas, avenidas, espera-se constantemente pela felicidade.
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
Post.it: Os nossos heróis
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
Post.it: O céu e a terra
Há dias em que o vento sopra gentil para oferecer brisas de frescura, mas também tem outros em que quase numa fúria de mau humor parece que tudo desarruma. Mas a terra gentil e serena vai deixando tudo voar a contento desse feroz sopro, ela confia que quando o vento amenizar, a aparente turbilhão revelará uma ordem que só a terra entende.
Há dias em que o sol sorri resplandecente convidando a sair da penumbra até os mais tímidos, e os bezerros não se fazem rogados, correm pelos prados, onde são acompanhados pelos cães de guarda e pelo olhar atento do pastor.
Na cidade, as pessoas correm para os transportes, mas não deixam de espreitar pelas janelas do autocarro, quem resiste a um sorriso tão belo do astro rei? Bem que gostariam de aproveitar em pleno a oferta solar e fazer um passeio pelos jardins ou ir mais longe e relaxar o olhar numa amena praia, mas o dever chama, e um suspiro adia para o fim de semana tais planos.
Por fim, quando o dia adormece depois das mais diversas peripécias, o céu escurece e torna-se um manto de estrelas que cobre toda a terra, como a quisesse aconchegar.
Amanhã, bom, amanhã veremos que novas e maravilhosas surpresas chegam do céu até à terra e com que longo abraço ela lhe retribui…
As relações felizes são feitas de partilha, de generosidade, de espaço e de união, de problemas e de soluções, de respeito e de liberdade, de um caminho que se faz sempre, com o coração entrelaçado.
domingo, 26 de setembro de 2021
Post.it: Emigrantes
Se você pode andar, você pode dançar. Se você pode falar, você pode cantar. (provérbio africano)
26 de Setembro Dia do Migrante








