Pós-de-bem-querer para partilhar/oferecer: Pensamentos, histórias, aprendizagens.Tudo o que acontece quando se vive e se ama a vida!...
sábado, 20 de novembro de 2010
Post-it: Namoro luso-brasileiro
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Lembras-me...
Novos dias virão
em que o sol se esconde.
Tudo parece desfeito
e nada aparenta ter sentido.
São dias de mau tempo
no coração e na alma,
dias de lágrimas e dor
que parecem não ter fim.
Mas atrás das nuvens
continua a haver luz e brilho
e amanhã será outro dia.
As nuvens partirão,
o sol voltará a brilhar
e secará as lágrimas.
O sorriso aparecerá
e dirá à dor.
vai, não te quero!
E ela irá
e dará lugar à esperança
que traz consigo a alegria
e a vontade de recomeçar
e acreditar
e lutar
e vencer!
Há dias assim
mas passam
e novos dias virão!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Post.it: A crise
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Post.it: O que diz o coração?
As lágrimas e o riso
ganham vida
inundam o rosto
preenchem os dias
tomam conta de tudo
querem ser partilhadas.
Partilhar o riso sabe bem,
mas dizer das lágrimas…
Não. É mais fácil escondê-las.
Vislumbram-se na voz e no olhar
mas dificilmente se confiam.
É preciso que as adivinhem
que alguém as pergunte
Rir com um amigo é bom
mas confiar e secar as lágrimas
faz crescer a confiança
aperta os laços da afeição
e torna duradoura a amizade.
Quando se ri
está-se bem com os amigos
Quando se chora
conhecem-se e valorizam-se os Amigos.
.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Palavras e palavras
muito mais do que palavras:
falam
acariciam
confortam
dão alento
iluminam…
Essas palavras
têm de ser dadas
têm de ser ouvidas
não podem ficar caladas!
Outras há que, pelo contrário:
gritam
ofendem
magoam
desanimam
apagam tudo:
a alegria, a vontade,
a esperança e até a amizade.
Bem podiam, essas palavras,
ser pensadas antes de ditas
e, quem sabe, virem mudadas
ou mesmo ficarem caladas!
.
Post.it: Sonhos possíveis
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Post.it: Por vezes basta apenas...
Post.it: Palavras
Há dias em que nos apetece dizer. Dizer coisas belas e profundas, ou tristes e sérias, ou de alento e esperança. Mas não temos palavras, não as encontramos cá dentro ou não as sabemos juntar. Então, descobrimos as palavras de outros que dizem o que as nossas querem contar e não sabem. Por isso, as (re)dizemos e, sabendo que não nos pertencem, fazemo-las nossas :
"De tudo ficaram três coisas:
a certeza de que estamos sempre começando...
a certeza de que é preciso continuar...
a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, devemos fazer:
da interrupção, um caminho novo...
da queda, um passo de dança...
do medo, uma escada...
do sonho, uma ponte...
da procura...um encontro!"
Palavras de: Fernando Pessoa
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Port.it: Só sei que nada sei
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Era uma vez: O calor da bondade
O seu gesto foi apreciado pelo astro rei, que afastou as nuvens e secou a chuva para poder brilhar e, assim, iluminar e aquecer aquele dia em que a bondade encheu o coração de quem a deu e de quem a recebeu.
É assim que o “verão de São Martinho” nos lembra que, além de apreciarmos as deliciosas castanhas, podemos multiplicar, com gestos simples, a atenção e a gentileza para com os outros, em todos os dias e momentos. Uma receita antiga, mas sempre eficaz para se viver com sentido e alegria.
Post.it: Fadas do lar?
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Era uma vez: Para lá do mar
Ele ousara desafiá-lo. Saíra em tarde que prometia tempestade. Dizia que com mau tempo os peixes se deixavam apanhar melhor e partira a sulcar as ondas na traineira com o seu nome – Maria dos Anjos. A tempestade crescera e ele não voltara.
Agora, restava-lhe olhar a água imensa e escutar as ondas. Às vezes parecia-lhe que, na voz do mar, vinha a dele a dizer-lhe o mesmo de sempre: “Não és dos anjos, és minha! És o meu anjo.” Anjos, seria, mas não fora capaz de guardá-lo. Gastara as lágrimas e o tempo à espera de um sinal de vida que nunca chegara. O amor, esse não se gastara, crescera na lembrança e no peito e fizera-se ausência e silêncio, mas nunca solidão. Estava com ele quando se sentava à beira-mar, ouvia-o no rugir das ondas, sentia-o na espuma que lhe beijava os pés e o vento continuava a trazer-lhe a sua voz “meu anjo, meu amor”.
Quem a via sentia pena da rapariga que se tornara mulher à espera do seu amor. Enlouquecera - diziam uns; fugira para dentro dela - achavam outros; ele levara-lhe o coração e a vontade - diziam os mais românticos. Ela deixava que pensassem o que quisessem. Assim, deixavam-na em paz e em silêncio a ver o seu amor bailar no vento e a voz dele a chamar o seu nome.
Um dia seria anjo e voaria para lá do mar, onde ele a esperava.
Post.it: Let it be
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Post.it: Voluntariado
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Post.it: Este pessimismo lusitano
Post.it: Fim-de-semana
Não, não é pelo trabalho que não se tem.
É pelos horários que não têm de ser cumpridos, pelas refeições que se preparam com tempo e se saboreiam em família. Pelos passeios matinais, ou não, que libertam o corpo e a mente e nos fazem recordar caminhos feitos e outros a descobrir.
É pelo encontro que acontece, pelas horas de estar com quem se ama, pelo tempo de receber e dar felicidade e pelo abandono de simplesmente sermos quem somos.
O fim-de-semana é bom, muito bom, mas só quando no primeiro dia da semana temos de nos levantar cedo para trabalhar, para produzir bens ou serviços que ajudam a construir e nos permitem participar e obter o necessário para o “pão-de-cada-dia” – o nosso e o dos nossos. Então sim, o próximo fim-de-semana pode ser esperado e vivido com tranquilidade e alegria.
Mas, para quem perde o emprego, para quem quer e não encontra trabalho, o fim-de-semana tem um sabor diferente. Sabe a insegurança, a intranquilidade e a receio do futuro. Porém, o início de uma nova semana pode ser o recomeçar da esperança – quem sabe se a oportunidade esperada vai surgir e o próximo fim-de-semana poderá ser o tão desejado tempo de repouso e alegria?!
domingo, 7 de novembro de 2010
Post.it: Uma história que merece ser contada
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Um bater de asas
Post.it: Educação sexual nas escolas
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Aos que nunca nos deixam
Post.it: Teoria evolucionista
Post.it: Continuar
Continuar, procurar e arriscar confiar e sentir, apesar das feridas, das mágoas e dos medos, é a única forma de seguir e construir, é a única forma de viver, em vez de ir vivendo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Post.it: Será cedo?
Recomeçar
é uma promessa de esperança
de outros caminhos a percorrer
com novo sentido e confiança.
Passo a passo se vai longe
procurando a felicidade
que às vezes parece que foge
duma nova oportunidade.
Mas é possível novo encontro
com outro olhar e outro coração
que nos oferecem novo porto
de onde partir noutra direcção.
Poderemos então recomeçar
com mais sentido e emoção
pois outros passos vão caminhar
e outro alguém nos dará a mão.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Como se fosse um perfume
dizem todos com razão.
Quando ele nos enternece,
embalando-nos o coração.
O amor é um doce sorriso,
sorriso que nos desfalece.
Eleva-nos ao paraíso,
depois, quase nos esquece.
Quem ama sempre padece,
calando o seu queixume.
Quando o amor se desvanece,
como se fosse um perfume.
(poema inspirado num de Mário de Sá Carneiro)
Post.it: Presa na rede
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Reencontrar o caminho
mais largo ou mais estreito.
Dessa espécie de quase ninho
que construímos dentro do peito.
Quando nele queremos abrigar
o despontar dum imenso carinho.
Que nos faz cá então encontrar,
a certeza desse nosso destino.
Então o ser vai como fonte,
expandindo o seu sentir.
Estende-se para lá do horizonte
cresce como um rio a fluir.
Que não se inquiete o teu olhar.
Que não se inquiete o teu coração
Quando o caminho te reencontrar,
e te detiver para sempre naquela mão.
domingo, 31 de outubro de 2010
Era uma vez: Amar nem sempre é fácil
“Stora, a Sílvia foi-se embora!”
Nem teve tempo de perguntar porquê. As frases de indignação sucederam-se:
“Os pais descobriram que ela andava com a Joana!”
“E agora vão pô-la num colégio interno!”
“Nem a deixam vir mais à escola!”
“Nem podemos despedir-nos dela! A melhor aluna da turma!”
“A nossa delegada de turma!”
Deixou que a surpresa e indignação se acalmassem e, a pouco e pouco, se fossem transformando em diálogo e reflexão. Foi bom constatar que a maioria dos alunos já considerava natural este tipo de diferenças. Sinal de que a sociedade está a evoluir.
A pergunta que lhe fizeram foi certeira: “Se um dos seus filhos lhe dissesse que é gay, como é que a Stora ia reagir?”
Sentiu-se a voar no tempo até há uns anos atrás. O filho tinha-lhe dito que precisava de falar com ela. Adivinhou o que era - uma mãe sabe ler os sinais. Esses sinais tinham-lhe permitido preparar-se para essa conversa. Tivera tempo de se informar, de ultrapassar os seus preconceitos e de aceitar interiormente que o seu filho poderia ser diferente – nem melhor nem pior, apenas diferente do que é mais habitual. Por isso, fora capaz de o ouvir serenamente. Orgulhara-se da forma como começara: “Mãe, tenho de te dizer uma coisa, porque não quero ter de te esconder nada, não quero ter de mentir-te!” E, depois de o ouvir até ao fim só lhe ocorreu dizer isso mesmo: “Orgulho-me de ti, pela forma como tem sido filho, irmão, aluno. Orgulho-me da pessoa que és. O amor que sinto por ti não tem condições - amo-te como és. Só te peço que sejas coerente e verdadeiro e te mantenhas de espírito aberto, sem te condicionares a ti próprio. O que mais quero é que sejas feliz!”
Foi essa a ideia que passou aos alunos quando respondeu à pergunta que lhe fizeram, mas tentou que eles compreendessem que os pais da Sílvia pensavam estar a agir bem e, à sua maneira, estavam também a manifestar o seu amor pela filha.
A primeira vez
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Sexta-feira
Post.it: O olhar
Os olhos são as janelas da alma. Mostram-nos a limpidez do sentir, ou a mágoa escondida por detrás das escuras pupilas. Num olhar que revela o que se quer manter secreto. Um olhar fugidio, que não nos olha de frente, fixa-se no chão ou perde-se para além da nossa presença. Um olhar feito de ausências, de pensamentos que esvoaçam na intranquilidade do sentir.De quando em vez, esse olhar pára no nosso como se fosse uma interrogação, mas volta a bater as asas e a seguir o rumo das incertezas. Cansado, o olhar esconde-se na segurança da pálpebras fechadas, relaxa e sonha que quando voltarem a abrir-se, uma nova realidade lhe será apresentada. O sol brilhará, a chuva terá partido e a sombra que lhe toldava a vista terá desaparecido dando lugar a uma nova luz. Então o olhar poderá confrontar-se com outro olhar e dizer-lhe no seu silêncio mais do que as palavras diriam.Luz, sempre!
Mesmo com nuvens ou chuva
o teu dia pode ser luminoso
se acenderes a luz dentro de ti!
O sol pode brilhar sempre!
Pensa em quem amas,
em quem te ama,
em quem precisa de ti,
em quem sabe estar presente
e te anima com a sua amizade!
A luz pode vir de fora
mas quase sempre nasce cá dentro!
Vem da energia que criamos
com os sentimentos positivos
e com a vontade de construir,
de amar e viver!
Deixa a luz brilhar,
sobrepor-se às nuvens, à chuva,
às pessoas, que teimam em apagá-la
ao dia-a-dia, ainda que monótono e difícil!
Mantém a luz acesa no coração
e deixa-a brilhar e aquecer
o teu dia e a tua vida.
Deixa brilhar a tua luz!
.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Voando ao luar
Post.it: Carregando a vida
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Post.it: Amizade
As crianças
filhos, sobrinhos, netos, alunos…
muito pequenas ou maiorezinhas,
são seres que encantam
e tantas vezes nos cansam.
As vozinhas, as gargalhadas e os gritos,
dizem-nos que precisam de nós
que querem a nossa atenção,
mas também que as deixemos voar,
viajar na imaginação e com asas de fingir.
No seu crescer irrequieto,
são frágeis como canas ao vento.
Os nossos braços é que as seguram,
o nosso cuidado as sustenta
e o nosso amor as guia e educa.
E quando não estamos lá?
Quando nos distraímos e não cuidamos?
Quando nos esquecemos de educar?
Quando não podemos ou não sabemos amar?
Vão ao sabor do vento e até de tempestades.
Ou escondem-se e esquecem-se de crescer.
Ou calam-se e fartam-se de sofrer.
Ou gritam e partem e batem e choram.
São nossas, as crianças:
filhos, sobrinhos, netos, alunos…
futuro, nosso e da vida.
Esperam pelo nosso pão,
querem o nosso braço,
precisam da nossa atenção,
têm direito ao nosso amor.
São nossas, as crianças.
Quem mais pode cuidar delas?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Beija-flor
a quem tinha devoto apreço.
Mas a flor murchou
no final da estação.
E o romance terminou
quando partiu o verão.
Beija-flor resistiu
ao mais frio inverno.
Porque o amor que sentia
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Saudade
Post.it: Saltar das cadeiras
domingo, 24 de outubro de 2010
A fonte
nunca pára de jorrar
água cristalina e fresca
que parece murmurar.
E esse murmúrio constante
vai-se fazendo sabedoria,
quantas vezes inquietante
e outras tão cheia de fantasia.
Quem já bebeu dessa nascente
viu que a sede não se acalmou,
tornou-se ainda mais insistente
e o desejo de beber redobrou.
É uma fonte de água pura
que inquieta quem a prova.
gera vontade de procura
e cria ânsia de vida nova.
Estrela
sábado, 23 de outubro de 2010
Post.it: Talvez um dia...
E como será a voz dele, suave e ainda de rapaz ou já será máscula e firme nos seus quase 16 anos?
Só sei que me agita, que me faz voar os pensamentos, que me faz correr para não perder o autocarro ou melhor para não perder a oportunidade de o ver todos os dias.
Mas será que ele me vê, a mim e às minhas borbulhas de adolescente. Que pensará sobre mim? Porque não toma a iniciativa de vir ter comigo, será tímido?
Levantou-se, o meu coração saltou dentro do peito, caminha na minha direcção, lança-me um olhar e, depois. Depois nada, sai na sua paragem habitual!
Contenho a decepção, talvez amanhã...
Eu olhei, eu vi, esta jovem de olhos inquietos, presos na ausência de outros.
Quem sabe um dia se vejam e sorriam tornando diferentes as suas viagens no autocarro 738







